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 JAYME CORTEZ

JAYME CORTEZ

O luso-brasileiro Jayme Cortez é considerado um dos grandes mestres dos quadrinhos. Nascido em 8 de setembro de 1926, em Lisboa, começou sua carreira em Portugal colaborando com o suplemento infantil Pim-Pam-Pum quando tinha apenas 15 anos de idade. Posteriormente trabalhou na revista O Mosquito, época em que produziu a história "Uma Espantosa Aventura", sua primeira HQ. Ainda no periódico, foi responsável por "Os Espíritos Assassinos", "Os Seis Terríveis" e "Os Dois Amigos na Cidade dos Monstros Marinhos".

Em 1947, Cortez veio desbravar terras brasileiras. Por aqui, começou produzindo charges políticas para o jornal O Dia. No mesmo ano, lançou o quadrinho "Caça ao Tubarão", que fez com que o autor fosse convidado para adaptar "O Guarani", de José Alencar, em tiras diárias para o Diário da Noite. No ano seguinte, publicou as HQs "Pelas Terras do São Francisco" e "O rajá do Pendjab". No início dos anos 50, o artista produziu diversas ilustrações e capas para revistas como Raio Vermelho, Misterix, ambas para a editora Abril, e Dick Peter para a editora La Selva.

Uma das grandes contribuições de Jayme Cortez para cena nacional de quadrinhos se deu em 1951, quando organizou em parceria com Álvaro de Moya, Reinaldo de Oliveira, Miguel Penteado e Sillas Roberg, a Primeira Exposição Internacional de Histórias em Quadrinho, realizada em São Paulo. A exposição contou com originais de artistas como Al Capp (Ferdinando), Milton Caniff (Steve Canyon) e Alex Raymond (Flash Gordon).

Em 1959, Jayme Cortez uniu-se ao desenhista Miguel Penteado e criaram a Editora Continental, que publicou várias obras de artistas nacionais. Maurício de Sousa, ainda um jovem na época, teve BIDU, sua primeira revista, publicada pela Continental. Rodolfo Zalla, Eugênio Colonnese, Gedeone Malagola, Julio Shimamoto, Flávio Colin, Gutemberg Monteiro, Nico Rosso e Lanzelloti foram outras figuras importantes dos quadrinho brasileiro que tiveram obras publicadas pela editora de Cortez.

No ano de 1972, as seis primeiras páginas de Zodiaco, obra mais conhecida de Jayme Cortez, foram publicadas no segundo número da revista Crás!. O personagem é um super-herói esotérico que foi criado pela Grande Luz após esta ser convocada pelos signos. Ele recebe os poderes de todos os signos, mas só pode usar um de cada vez. A obra foi publicada durante a ditadura militar brasileira e reflete sobre o regime salazarista de Portugal. Zodiaco ganhou edições em volumes únicos pela Saber (1974), pela Press (1986) e uma edição especial pela Opera Graphica (2015).

Jayme Cortez também foi responsável por livros teóricos importantes como A Técnica do Desenho, Mestres da Ilustração e Manual Prático do Ilustrador. O artista faleceu aos 60 anos em 1987.

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